O Interior não está esquecido…

… em termos de mediatização!

De facto, nunca se escreveu tanto, nunca se falou tanto, nunca se debateu tanto em relação ao Interior, sobretudo depois dos trágicos incêndios de 2017.

Mas a realidade mostra que, no terreno, não se realizaram mudanças de fundo.

A “sociedade civil”, o melhor da “sociedade civil”, mobilizou-se e agora tem razões para se sentir frustrada. Na verdade, no seu âmbito foram realizados aprofundados estudos, foram sugeridos medidas, foram apontados caminhos – sem resultados práticos até hoje.

A descentralização dos serviços do Estado continua por executar (a anunciada intenção de instalar a novel Secretaria de Estado da Valorização do Interior constitui porventura um sinal interessante, mas, assim isolado, não passa disso, um sinal simbólico), a atracção de empresas com capacidade para gerar emprego qualificado não acontece, a despovoação de vastas zonas acentua-se.

Como se escreve nesta edição, cujo tema central é dedicado aos problemas do Interior, este precisa de políticas públicas radicais. É preciso que a descentralização de que tantos falam seja, realmente, um “desígnio nacional”.

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