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Sumário: 7
Crescimento: uma preocupação
constante em 2012
Rui Leão Martinho
8
Economia Portuguesa: retomar
o crescimento reposicionando-se
na globalização
José Félix Ribeiro
13 Retoma
portuguesa condicionada
pela evolução da Zona
Euro
Francisco Melro
20
OE-2013: propostas fiscais para as
empresas
Carlos Loureiro
25 Para
onde vamos?
Manuel Jacinto Nunes
29 Uma
nova ordem global
Miguel Frasquilho
36
Europa: passado e futuro
Teodora Cardoso
40
Dificuldades da moeda única
europeia
João César das Neves
43
Dinheiros públicos: gestão
descontrolada
José de Almeida Serra
54 O
Tribunal de Contas e
a sua importância hoje
Guilherme d'Oliveira Martins
58 Os
pilares da confiança
no sistema bancário
Carlos S. Costa
62
Reforma da regulação
dos mercados financeiros
Carlos Tavares
67
Desafios das políticas de
educação
Maria de Lurdes Rodrigues
72
Políticas de Saúde
Constantino Sakellarides
75 A
democracia formal e
a concertação social
José da Silva Peneda
78 A
valorização do trabalho
para a saída da crise
Arménio Carlos
81 O
diálogo social e o combate à
crise João Proença
84
Anacronismos das leis
laborais
Victor Marques
88
Emprego e protecção social:
por uma visão integrada das políticas
públicas
Glória Rebelo
93 A nova agenda do
crescimento
Francisco Jaime Quesado
96 O apoio às
PME
Luís Filipe Costa
101 Internacionalizar
para crescer
Pedro Reis
104 O papel da
fiscalidade
no processo de
internacionalização
Gonçalo Brás
107 Zona Euro, resgates
e união bancária
Luís Mira Amaral
110 A indústria
seguradora
e a crise económica
Miguel Guimarães
114 Os desafios do
sector segurador em 2013
João Leandro
117 A viabilidade
económica
das explorações
agrícolas Francisco
Avillez
122 O mar e as suas
potencialidades
Marcelo de Sousa Vasconcelos
132 A renovação do
turismo português
Licínio Cunha
140 Turismo: a
importância da visão
dos residentes
Paula C. Remoaldo
J. Cadima Ribeiro
Élvio Luciano Mendes
144 Preços dos carros
descem
mas as vendas também...
Carlos Coutinho
Miguel Carvalho e Branco
154 Projecto de Moncorvo
em fase complexa
António Santiago Baptista
159 Ano do Dragão
2012
Fernanda Ilhéu
166 O Brasil face ao
agravamento
da crise mundial
José Matias-Pereira
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Editorial:
Crescimento: uma preocupação
constante em
2012
Estamos quase no final de um dos anos
mais difíceis deste século para os
portugueses. Efectivamente, Portugal
desviou-se de uma rota de crescimento
económico ao longo dos últimos dois
decénios, conjugando um despesismo do
Estado com as dificuldades de adaptação à
globalização e com uma crise nos países
da Zona Euro.
Temos agora à nossa frente o desafio de
reequilibrarmos as contas públicas,
redimensionarmos o Estado e tornar a
nossa economia mais competitiva, ágil e
virada para a exportação. A Ordem dos
Economistas, ciente destes factos e
consciente do seu papel na sociedade,
aderiu no ano passado a um projecto que
tinha como objectivo principal propor
medidas que proporcionem o tão necessário
crescimento económico. Foi assim que
nasceu e se desenvolveu a Missão
Crescimento, num trabalho conjunto com o
Fórum de Administradores de Empresas, a
Ordem dos Engenheiros, o Projecto Farol e
a CIP. Apresentado publicamente e,
separadamente, ao Sr. Presidente da
República, ao Sr. Primeiro-Ministro e ao
líder da oposição, Dr. António José
Seguro, o projecto Missão
Crescimento tem feito o seu
caminho. Algumas das sugestões que aí
exprimíamos têm vindo a ser lançadas ou
estão em estudo, o que consideramos muito
positivo. É o caso dos fundos de
imobiliário ou especialmente para o
turismo, já em andamento, ou de uma taxa
reduzida de IRC para aliciar a vinda de
novo investimento directo ou de uma
instituição mais dedicada ao
financiamento a médio e longo prazo de
projectos das PME. Também, ao longo deste
ano, em todas as nossas iniciativas
(debates, conferências, programas
de televisão e fóruns) a
questão do crescimento económico e
do desenvolvimento tem sido uma
constante.
Ao folhear este número do Anuário, o
leitor vai encontrar esta preocupação
patente na generalidade dos trabalhos e
estudos. São artigos de muita qualidade e
actualizado interesse. Consideramos a sua
leitura enriquecedora e motivadora. Temos
orgulho natural de os saber constantes no
Anuário da Economia Portuguesa.
Rui Leão Martinho
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