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O Economista 2011, número 24


Sumário
Editorial



Sumário:

7 Tempo de reequacionar valores
Rui Leão Martinho

9 O contexto internacional da crise
Francisco Melro

24 Alguns aspectos da crise económica
Manuel Jacinto Nunes

28 Quatro futuros para a zona euro?
José Félix Ribeiro

33 O futuro do euro
Miguel St. Aubyn

38 Preservar, corrigindo, a área do euro
Teodora Cardoso

42 O euro e o nosso futuro
José Reis

45 Perspectivas da economia portuguesa
João César das Neves

49 Economia subterrânea e algumas consequências
José de Almeida Serra

57 OE-2012: O choque da realidade
Carlos Loureiro

64 Política fiscal e medidas resultantes
do "memorando"

Manuel H. de Freitas Pereira

71 A nova organização dos serviços fiscais
João Amaral Tomaz

78 Reformar códigos ou juízes?

Victor Marques

80 O Tribunal de Contas e
o "memorando de entendimento"

Guilherme d'Oliveira Martins

85 Entidade empresariais (do Estado)
Adriano Pimpão

88 Estratégia Europa 2020 e emprego
Glória Rebelo

94 Desemprego e políticas de emprego
Mário Caldeira Dias

99 O papel do diálogo estruturado
José da Silva Peneda

103 O compromisso social tripartido
João Proença

108 Crescimento em tempo de recessão
Jorge Rocha de Matos

112 Haverá política educativa
para além dos exames?

Maria Emília Brederode Santos

116 Qualificação dos portugueses
Rui Fiolhais

119 Poupança e financiamento
da economia portuguesa

Carlos Tavares

128 Sistema financeiro português:
Liderar mudanças

Carlos Santos Ferreira

132 A indústria seguradora portuguesa
face à actual crise

João Leandro

135 O sistema social e o Estado Social
Pedro Seixas Vale

138 Mar e pescas: novo paradigma
e um longo percurso
Marcelo de Sousa Vasconcelos

147 A agricultura portuguesa e
a PAC pós-2013

Francisco Avillez

152 Electricidade: Ilusões e mentiras
Nuno Ribeiro da Silva

160 Comunicações electrónicas
no contexto da crise

José Ferrari Careto

166 Competitividade e inovação:
Motores do desenvolvimento

António Carriço

168 Privatização dos correios
Pedro Coelho

171 O sector automóvel é forte exportador
Carlos Coutinho
Miguel Carvalho e Branco

177 O papel das PME
Luís Filipe Costa

182 Um choque de competitividade
Francisco Jaime Quesado

186 Ajustamentos estratégicos no turismo
Licínio Cunha

195 Turismo é pilar essencial
da economia do País

Bernardo Trindade

200 Saúde: Uma política para
os medicamentos genéricos

João Semedo
Sofia Crisóstomo

204 Da fábrica do mundo para a fábrica da China
Fernanda Ilhéu



Editorial: 

Tempo de reequacionar valores

O Anuário da Economia Portuguesa 2011 sai numa altura em que Portugal se encontra numa trajectória com imprevisível final. Claro que os portugueses, em geral, esperam que seja um final feliz, não só porque é o único que podemos ter, enquanto cidadãos conscientes e esforçados, mas porque não nos resta alternativa válida. Trata-se de uma questão de sobrevivência dentro da União Europeia como país integrante da zona euro.

Deixámos de ter espaço para continuar a viver acima das nossas possibilidades, acima da riqueza criada, mantendo um débil crescimento económico, défices sucessivos e contínuo crescimento da dívida externa. Temos, agora, oportunidade de nos reabituarmos, neste mundo global onde nos inserimos, a novos padrões de vida, reequacionando os valores que devem reger-nos e sabendo aproveitar simultaneamente a nossa integração na União Europeia e a nossa facilidade ancestral de desenvolver relações com outros povos e civilizações, explorando convenientemente a situação geoestratégica de Portugal e a colaboração económica com África, América Latina e Oriente.

O cumprimento das metas a que nos comprometemos com as instituições internacionais com as quais assinámos o memorando de entendimento será difícil, sofrido, obrigando a sérios sacrifícios, mas só com o seu efectivo cumprimento estaremos em situação que nos permita reganhar credibilidade nos mercados e junto dos investidores internacionais. Rodeiam-nos várias incertezas, internas e externas, mas devemos ter presente que é uma oportunidade de resolver muitos dos condicionalismos que nos têm tolhido o desenvolvimento e o crescimento económico na última década.

Esta edição do Anuário conta com as valiosas colaborações de prestigiados profissionais de várias áreas, abordando temas tão diversos como a crise, o euro, as perspectivas da economia, os custos de contexto ou a competitividade. Igualmente são de destacar os artigos sobre sectores de actividade tão diversos como a agricultura e as pescas, a banca e os seguros, a educação e o turismo, as telecomunicações e a indústria automóvel. São, todos eles, contributos importantes para uma discussão acerca de Portugal e para onde pretendemos ir, sabendo que o caminho é árduo mas possível de fazer. Assim o queiramos nós.



Rui Leão Martinho

             




 

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