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Sumário: 7
Governabilidade e
responsabilidade(s)
Francisco Murteira Nabo
8
Dificuldades de
adaptação
Francisco Melro
16 Alguns
aspectos da
crise económica
Jacinto Nunes
20
Sequelas e lições
da crise financeira
Carlos Tavares
28 Os
desafios do sector
financeiro
português
Paulo Moita Macedo
33 O
endividamento
Teodora Cardoso
37
Consolidação
orçamental:
Breve balanço da
legislatura
Emanuel Augusto dos Santos
42
Opções de política
fiscal e
Orçamento do
Estado
Carlos Melo Loureiro
48 IRS e
modelos de
tributação
M. H. de Freitas Pereira
56
Tribunal de Contas: 160 anos de
contas certas por direito
certo
Guilherme d' Oliveira Martins
60 Por um
sistema de saúde coerente e
integrado
Teresa Caeiro
63 Por
que são tão caros os
medicamentos em
Portugal?
João Semedo
67 A
grande esperança
António Barreto
72 Como
tornar a sociedade portuguesa
mais educativa?
Maria Emília Brederode dos
Santos
78
Qualificação dos
portugueses:
A linha prateada
Rui Fiolhais
82 Crise
e políticas de emprego
em Portugal
Glória Rebelo
92 No
curto, médio e longo prazos:
A política de
emprego
Mário Caldeira Dias
96
Políticas de emprego na
actual conjuntura
Manuel Carvalho da Silva
100
Políticas de emprego em
contexto de crise
João Proença
Paula Bernardo
104 Criação
de emprego na
actual conjuntura
Francisco Van Zeller
108 As políticas
sociais face à
crise
José António Vieira da
Silva
116 A oportunidade do
regresso
à essência
Maria Isabel Jonet
120 Programa
Compete:
A crise e a acção
estrutural
Nelson de Souza
122 A
inovação empresarial
em Portugal
António Dias de Figueiredo
126 Reinventar a
economia
portuguesa
Francisco Jaime Quesado
129 Economia
portuguesa:
Que futuro?
Maria Teresa Cochito
136 IDE: Portugal
continua
atractivo Basílio
Horta
142 A energia no actual
contexto
Nuno Ribeiro da Silva
148 Biocombustíveis
e política
energética
Manuel Ferreira de Oliveira
Manuel Ramalhete
157 A concorrência
nas infra-estruturas
de comunicações
electrónicas
José Ferrari Careto
164 O futuro dos
serviços postais
Estanislau Mata Costa
168 Vales I&DT e
Inovação: Um
instrumento de apoio às
PME
Luís Filipe Costa
176 A actual conjuntura
impõe novos
conceitos de
gestão?
João César das Neves
180 Repensar outras
práticas de
gestão
Jorge Rocha de Matos
184 A gestão
perante a crise:
Novas tecnologias como
trunfo
Nuno Duarte
187 Os desafios do
marketing:
A gestão das seguradoras
no século XXI
Luís Cervantes
192 A responsabilidade
social
das empresas
Luísa Pestana
196 A reforma da
Política Comum de
Pescas: Uma nova oportunidade
perdida
Marcelo de Sousa Vasconcelos
201 A Política
Agrícola Comum:
Lições do
passado e opções
futuras
Francisco Avillez
205 A importância
do turismo para
a recuperação
económica
Licínio Cunha
212 O potencial do
mercado automóvel
português
Carlos Coutinho
Miguel Carvalho e Branco
220 O novo modelo de
prestação
de serviços
públicos
Maria Manuel Leitão Marques
226 Reforma da
administração
pública
Isabel Corte-Real
231 Os EUA na economia
mundial:
Desperdiçando uma
crise
financeira? José
Félix Ribeiro
238 As oportunidades que
a crise oferece
à China
Fernanda Ilhéu
245 As etapas da
internacionalização
Mário de Jesus
249 A saída da
crise?
Rui Leão Martinho
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Editorial:
Governabilidade e
responsabilidade(s)
Encerramos a edição de
2009 do Anuário da Economia
Portuguesa numa fase da vida nacional em
que o debate político se
sobrepõe à discussão
económica – esta, manda a
verdade, sem novos/relevantes elementos
de interesse para a análise.
Como venho reafirmando, o
diagnóstico dos problemas
económicos está feito,
é conhecido: as debilidades
portuguesas centram-se na produtividade/competitividade,
sendo as outras questões
causas
– como a
educação/qualificação
da mão-de-obra – e
consequências
– como o abrandamento das
exportações.
Poderíamos partir para problemas
interligados, desde o endividamento ao
crescimento e ao emprego, passando pelo
controlo dos défices.
As dificuldades da nossa economia
estão, pois, detectadas, com
consenso quase generalizado quanto
às causas. As divergências
surgem em relação às
medidas a tomar para resolver os
problemas que afectam o País
– maiores após a crise
financeira de 2007/2008 (que persiste),
mas há muito evidentes, sobretudo
devido à incapacidade de
concretização das
decantadas “reformas
estruturais” – na
justiça, na
administração
pública, etc. (Em boa verdade, a
única reforma de fundo
inteiramente concretizada nos
últimos tempos foi a da
segurança social. Outras, bem
delineadas, foram iniciadas mas ficaram
pelo caminho, aguardando melhores ventos
para prosseguirem...).
Ora, é aqui que entra a
“política”
(literalmente), agora mais decisiva, dado
o quadro parlamentar saído das
últimas legislativas. Escrevemos
antes da elaboração do
Orçamento do Estado para 2010 e da
apresentação do Programa do
novo Governo. Os resultados dos debates
de um e de outro constituirão os
primeiros testes à governabilidade
do País.
Os alertas acerca da necessidade de uma
real concertação surgem de
responsáveis dos mais variados
quadrantes – preocupados com
eventuais “aproveitamentos”.
Um exemplo: ao abordar o tema
“quente” do novo aeroporto e
da alta velocidade ferroviária,
Fernando Ulrich acaba de lembrar que
“estes projectos não podem
ser armas de arremesso
político”. Realmente,
perante os problemas delicados que urge
enfrentar, aquilo que o País mais
dispensa é precisamente o
“tacticismo” escondido
atrás dos “arremessos
políticos”.
Como disse o Presidente da
República na tomada de posse do
novo Executivo, “é grande a
responsabilidade de todos no momento
actual”. E precisou:
“É grande, sem
dúvida, a responsabilidade do novo
Governo, mas também das diversas
forças políticas e dos
agentes económicos e
sociais”.
É da maior oportunidade esta
advertência do Chefe do Estado - em
primeiro lugar porque está em
causa a governabilidade do
País.><
Francisco Murteira Nabo
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