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O Economista 2007, número 20


Sumário
Editorial



Sumário:

5 A ponte da convergência
Francisco Murteira Nabo

9 Economia portuguesa
com melhor ritmo de crescimento

Francisco Melro

17 Balanço e perspectivas
João César das Neves

22 Reflexões sobre o QREN
Glória Rebelo

36 OE-2008: Continuar
a estratégia de consolidação

Emanuel Augusto dos Santos

40 OE-2008: O que muda (ou não)
para as empresas

Pedro Paiva

44 O papel da fiscalidade
no crescimento da
economia portuguesa

Miguel Frasquilho

58 O Estado Social
Manuel Jacinto Nunes

62 Estado Social e coesão nacional
João Confraria

66 As alterações ao Sistema
de Segurança Social

Carlos Pereira da Silva

72 Sistema de Saúde:
A política do medicamento

Catarina Sena
Ana Sofia Ferreira
António Correia de Campos
Francisco Ramos

84 A economia portuguesa
face à turbulência global

José Félix Ribeiro

90 Diplomacia económica

Luís Amado

94 Internacionalização da
economia portuguesa

Basílio Horta

100 A China e a Índia na rota
da internacionalização
das empresas portuguesas

Fernanda Ilhéu

107 O desafio de modernização
Diogo Vaz Guedes

111 Modernização do tecido
empresarial português

Carlos Zorrinho

116 A produtividade das empresas
na nova era da web

Nuno Duarte

119 Telecomunicações:
Um mercado global em mudança

Henrique Granadeiro

124 Telecomunicações:
O regresso ao futuro

Miguel Martins

127 Portugal em banda larga
José Ferrari Careto

136 Um caso de sucesso
da inovação portuguesa

Vítor Bento

140 Autoridade da Concorrência:
Uso da análise económica
nas concentrações

Abel M. Mateus
António F. Gomes

160 Política da concorrência e
estratégia de expansão
das empresas

Eduardo Catroga

168 A competitividade e
o bom financiamento
das empresas

Carlos Tavares

176 As crises financeiras
Teodora Cardoso

180 A governação das
empresas portuguesas

Belmiro de Azevedo

184 Reflexões sobre o bom governo
das empresas

Jorge Jardim Gonçalves

190 Reformar a justiça económica
e empresarial

José Miguel Júdice

194 Relação universidade-indústria
e criação de empresas

Natália Barbosa
Vasco Eiriz

198 Uma política económica
específica para as PME

Jaime Andrez

202 A competitividade da
economia portuguesa

Jorge Rocha de Matos

206 Responder às mudanças
com participação e compromisso

João Proença

212 A flexigurança
Maria José Constâncio

217 Simplex: Uma tarefa inadiável
Maria Manuel L. Marques

221 Energia: Um desafio ciclópico
Nuno Ribeiro da Silva

228 As redes de transporte de energia
Aníbal Santos

233 As cidades aeroportuárias
como motor de desenvolvimento

Guilhermino Rodrigues

240 A actividade marítimo-portuária
Manuel Frasquilho

245 Transporte ferroviário em Portugal
Maurício Levy

255 Reforma da tributação automóvel
em Portugal

Carlos Coutinho
Miguel C. Branco

264 Seguros: O Projecto Solvência II
Miguel Guimarães

269 Agricultura Portuguesa:
Vinte anos de integração europeia

Francisco Avillez

276 O turismo como factor de
desenvolvimento regional

Licínio Cunha

282 Importa reconsiderar as estratégias
para o turismo

Mário Baptista

289 2007: Bom começo, mau fim
Nicolau Santos


Editorial: 

A ponte da convergência

Corria o ano de 2007 em “velocidade de cruzeiro”, viam-se e ouviam-se manifestações de exagerado optimismo, quando, em pleno mês de Julho, começou a formar-se uma turbulência global, gerada a partir dos Estados Unidos.

Diz-se, agora, que era (é) o domínio da economia real. Reconhece-se, agora, que os anteriores sinais/avisos foram ignorados, a concorrência entre instituições financeiras esqueceu princípios básicos de prudência, logo ficou aberto o campo para a disrupção do mercado, sobretudo o que se prende com o tão falado “subprime”.

Rebentada a bolha, eis a crise financeira - não estando ainda afastada a crise na economia. A maioria dos especialistas mundiais continua a recusar tal cenário, mas muitos analistas não se querem comprometer... O próprio presidente da Reserva Federal não ultrapassa o comentário circunstancial, quando afirma perante o Congresso norte-americano que “a economia global continua sólida”, mas “a volatilidade dos mercados financeiros e as tensões permanecem”. É a incerteza.

Mas mesmo que não se venha a rotular de crise, a verdade é que as sucessivas revisões em baixa das “perspectivas de crescimento” não são especialmente tranquilizadoras. Os últimos indicadores da Comissão Europeia merecem atenção.

Naturalmente, Portugal não poderia, não poderá, ficar imune à crise mundial despoletada no início do terceiro trimestre.Assim, muito do trabalho de casa feito (antes da contangiante turbulência que, para além do mais, vai seguramente afectar as nossas exportações para os EUA) corre o risco de ser insuficiente.

Deve referir-se que algum desse trabalho de casa (leia-se reformas) tem, de facto, profundidade, como, por exemplo, os casos da segurança social, da saúde, da educação e da modernização da administração pública.

Sabemos que são muitos, e complexos, os problemas estruturais do País - desde logo o que se prende com a produtividade/competitividade, que o ano passado cresceu somente um terço da média europeia, o que corresponde à segunda variação mais baixa.

Apesar de tudo, o Executivo persiste em manter as metas traçadas na proposta de Orçamento para 2008, nomeadamente quanto ao controlo do défice e à taxa de crescimento do produto. Face ao novo quadro da economia global, parecem-nos pertinentes os receios de incumprimento em alguns campos. Porém, o Governo não poderia seguir outro caminho, não poderia dar outros sinais. A ponte que em Portugal vinha sendo edificada visando alcançar a “convergência” com a Europa mais desenvolvida não pode ser interrompida. O esforço de aproximação tem de continuar a ser intensificado.><

Francisco Murteira Nabo

             




 

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