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Edição 99, Abr./Jun.
2012
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Sumário
Editorial
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Sumário: 7
Acreditar nas
capacidades do País
Rui Leão Martinho
9 Bons exemplos em
todos os sectores Carlos
Oliveira
14 Desígnios
nacionais Miguel Lebre
de Freitas
16 Sinais favoráveis na
actividade exportadora
António Saraiva
19 O exemplo das
empresas exportadoras
Manuel Brandão
22 Os desafios da
valorização do
conhecimento António M.
Cunha
25 Investir na
qualificação
Pedro Guedes de Oliveira
28 O sucesso de uma
incubadora de empresas
Teresa Mendes
32 Crise, austeridade e
criação de emprego
Glória Rebelo
38 Sectores com elevado
potencial
José Poças Esteves
42 O desempenho
empresarial da indústria
do calçado
Vanda Lima
Vasco Eiriz
Natália Barbosa
45 Indústria do calçado
com forte dinamismo
Fortunato Frederico
48 Têxtil e vestuário:
indústria e tradição
enfrentam o futuro
João Oliveira da Costa
51 As potencialidades
do cluster da
saúde
Luís Portela
54 Sector da pasta e do
papel:
um cluster a desenvolver em
Portugal
José Honório
60 Inovação potencia
negócio
Marco Costa
62 Aquacultura com
grandes potencialidades
Fernando Gonçalves
67 Pêra rocha conquista
o mundo
Sofia Comporta
70 Um caso de sucesso
no sector aeroportuário
Francisco Carballo-Cruz
74 As seguradoras num
mundo em (r)evolução
João Leandro
78 Plataforma de
inovação e conhecimento
Francisco Jaime Quesado
81 Portugal, melhor do
que pensamos
Nicolau Santos
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Editorial:
Acreditar
nas capacidades do
País
Os últimos 38 anos foram para
Portugal e para os portugueses sinónimo
de desenvolvimento e progresso, tendo-se
avançado em aspectos vários, quer
respeitantes à vida pública quer no que
se refere à vida empresarial e
individual.
Na verdade, este País está hoje integrado
de pleno direito na União Europeia e na
Zona Euro, mantém a sua presença na OTAN,
tem relações com todos os países do mundo
e, em especial, com os países de língua
portuguesa, vive naturalmente a liberdade
de expressão e de manifestação, bem como
dos movimentos de pessoas e capitais,
encontrando-se num lugar honroso no
concerto das Nações no que se refere a
aspectos tão importantes como a
mortalidade infantil, a longevidade ou os
sistemas de saúde e segurança social.
Claro que, ao longo deste tempo, temos
alternado períodos de crescimento e
bem-estar com fases de crise e recessão
económica; mas embora com muito trabalho
ainda a fazer e muitas reformas de fundo
a efectuar, Portugal e os portugueses
devem assumir, perante a actualidade, uma
reacção positiva, com ânimo e força, pois
é possível alterar para melhor a situação
que conjunturalmente vivemos, se tivermos
consciência e até orgulho das realizações
que temos vindo a concretizar e do que é
necessário fazer para multiplicar os
casos de sucesso.
Conscientes deste facto, os Cadernos de
Economia decidiram abordar na presente
edição os bons exemplos em todos os
sectores da economia. E, felizmente, bons
exemplos não faltam, desde sectores
tradicionais a sectores de ponta,
competitivos, inovadores e com
reconhecimento mundial.
Existem ainda constrangimentos e custos
de contexto que é preciso ultrapassar,
mas o ambiente de investimento tem vindo
a melhorar e, mesmo com uma adversa
conjuntura internacional, temos que ter
como objectivo atingir um nível de
crescimento sustentado e de criação de
postos de trabalho que nos deixe numa
posição favorável comparativa com os
outros países e que crie definitivamente
as condições que impeçam virmos de novo a
assistir a intervenções externas.
As vias para o desendividamento do País,
bem como para o assegurar do
financiamento interno e externo à
economia e a inserção das nossas empresas
em redes e estabelecendo conectividades
com outras empresas, são igualmente
pontos a considerar e que já foram
abordados noutra iniciativa da Ordem dos
Economistas, a "Missão Crescimento", que
pode ser consultada no nosso portal.
A relação Universidade-Empresas
continuará a ter um papel relevante; mas
de todos os factores atrás referenciados
o mais importante é a capacidade de
acreditar, de realizar, de fomentar o
dinamismo empresarial e de ter orgulho
nas iniciativas que se vão concretizando
e que muito podem contribuir para a
valorização de Portugal.
Rui Leão Martinho
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