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Edição 97, Out./Dez.
2011
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Sumário
Editorial
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Sumário: 7
Um nova
configuração
Rui Leão Martinho
8 Da crise e da
esperança Manuela
Morgado
16 Eurobonds e dívida
subordinada Rui Martins
dos Santos
19 Financiamento da
economia portuguesa
Daniel Bessa
23 O consenso sobre os
salários
e os seus limites
João Confraria
26 Regulação laboral em
Portugal Glória
Rebelo
30 Empresários
portugueses
estão a resistir
José António Barros
33 Os custos da não
regulação
da economia
João Vieira Lopes
37 A ambição da
excelência
Francisco Jaime Quesado
36 Um orçamento de
retrocesso
Manuel Carvalho da Silva
40 Uma nação start
up
Francisco Jaime Quesado
43 Os mistérios de
Moncorvo
António Santiago Baptista
47 Uso produtivo da
terra
António Cipriano Pinheiro
José Pimentel de Castro Coelho
51 Os desafios do
sector segurador
e dos fundos de pensões
Fernando Nogueira
58 Turismo:
oportunidades em tempos de
crise
João Martins Vieira
61 O automóvel e o
Orçamento
do Estado para 2012
Hélder Pedro
65 A insustentabilidade
do monstro eléctrico
Luís Mira Amaral
68 Que justiça social
para o século XXI?
Manuela Silva
72 A gestão da economia
global
Mário Murteira
75 A verdade sobre o
FMI e Portugal
Manuel Jacinto Nunes
82 Os efeitos da crise
mundial
na economia brasileira
José Matias Pereira
89 Ou lutamos ou nos
afundamos
Nicolau Santos
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Editorial:
Uma nova
configuração
Aprovado o Orçamento do Estado para
2012, o País está definitivamente a
trilhar um percurso de austeridade e
restrições que têm como objectivo repor
equilíbrios fundamentais e corrigir
situações de desequilíbrio há muito
instaladas na economia portuguesa.
No entanto, vai ser difícil verificar
crescimento económico em Portugal, pois
mesmo que consigamos reduzir o nível de
despesa, a combinação de desequilíbrios
do passado com a estagnação que ora se
vive implica o agravamento dos
desequilíbrios iniciais.
Como tal, é necessário restabelecer as
condições do crescimento económico, sem
bases nos padrões anteriores e com uma
nova configuração em contraste com a
anterior.
Mas, seja qual for a rota para o
crescimento que se venha a escolher,
haverá sempre necessidade de dispor de
financiamento adequado. E esse é hoje um
problema, pela dificuldade da banca
aceder a liquidez, da inexistência (pelo
menos para um certo número de empresas)
de um segundo mercado accionista (como é
apelidado pelo Prof. Daniel Bessa) e da
fraca acumulação feita pelas próprias
empresas.
O que sabemos é que nenhum sistema pode
funcionar sem crédito, sem financiamento,
pelo que solucionarmos esta questão é
essencial.
Este assunto merece realce nas páginas da
presente edição. Aliás, as grandes
questões de natureza económica e social
que afectam não apenas Portugal – mas
também a Europa e outros "blocos" – são
aqui analisadas.
No fim de contas, trata-se da fotografia
actual: as preocupações que nos assolam,
a situação que se vive, a esperança nas
soluções para a ultrapassar. Soluções
que, insiste-se, passam pelo
restabelecimento do crescimento com base
numa outra configuração.
Rui Leão Martinho
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