|
 |
  |
Edição 96, Jul./Set.
2011
|
 |
 |
|
|
 |
Sumário
Editorial
|
 |
 |
|
|
Sumário: 7
Portugal
2020
Rui Leão Martinho
9 Como estará a
sociedade portuguesa
daqui a 10 anos? Manuel
Villaverde Cabral
12 Os cidadãos e a
democracia em 2020
Carlos Jalali
15 Envelhecimento
demográfico em Portugal
2020
Stella António
20 Que modelo de
governança
para a Zona Euro em
2020?
Francisco Carballo-Cruz
24 Os cenários para a
Zona Euro
e o futuro de Portugal
Luís Mira Amaral
29 Desenvolvimento da
política fiscal
Carlos Melo Loureiro
33 Portugal 2020:
empreendedorismo e capital de
risco
Francisco Banha
37 A ambição da
excelência
Francisco Jaime Quesado
40 Linhas de um cenário
condicionado
António Saraiva
44 Um crescimento forte
e centrado nas pessoas
Paula Bernardo
47 Competitividade e
inovação
Joaquim Borges Gouveia
50 A construção do
futuro e os recursos
do(s) território(s)
José Cadima Ribeiro
55 Crise e tendências
do desemprego de longa
duração
Glória Rebelo
60 Salário mínimo e
desemprego em Portugal
João Cerejeira
66 Economia
verde
Eduarda Beja Neves
68 O futuro do seguro
social
Carlos Pereira da Silva
73 Um desafio provável,
outro possível
Nicolau Santos
-
Editorial:
Portugal
2020
Os Cadernos de Economia lançaram um
desafio a vários economistas e
especialistas de outras áreas no sentido
de saberem como vêem e perspectivam a
economia portuguesa daqui a dez anos.
Todos aceitaram o repto e o resultado das
suas análises está patente nas páginas
deste número.
O tema será também o motivo principal que
orientará os trabalhos do Congresso
Nacional de Economistas, que terá lugar
de 19 a 21 de Outubro, em Lisboa, e que
reunirá como oradores alguns dos mais
reputados economistas e gestores, bem
como profissionais de outras
especialidades e, ainda, algumas figuras
internacionais de nomeada (ver programa
nesta edição dos Cadernos de
Economia).
Na verdade, estando Portugal a viver um
período longo de crise que implica uma
severa austeridade, uma recessão
persistente e um crescimento económico
negativo, todas as achegas, ideias e
sugestões são bem-vindas no sentido de
nos fazerem sair desta situação,
tornando-se imprescindível pensar como
poderá estar Portugal num horizonte de
dez anos e como poderemos contribuir para
ultrapassá-la, sem nunca esquecer os
condicionamentos que qualquer perspectiva
sofre devido à envolvente europeia e
internacional.
É evidente que quaisquer cenários, por
mais fundamentados que possam ser, não
passam disso mesmo. No entanto, a
mobilização dos nossos melhores, quer
estejam em Portugal ou no exterior, e a
mobilização da sociedade civil em geral
devem ser estimuladas para pensar no
futuro e encontrar caminhos de reforço e
aprofundamento da democracia e da nossa
inserção na União Europeia, e para
contribuir activamente para uma situação
de crescimento económico, assente em
maior concorrência e aumento da
produtividade.
Este século, tal como assinala no seu
artigo o Professor Carlos Jalali, deverá
ser o século da qualidade da democracia,
quer no que se refere aos procedimentos
democráticos, ao conteúdo da própria
democracia e aos seus resultados. Mas,
também, deverá ser o século que assinala
uma diferente importância entre países
tradicionalmente reconhecidos como os
mais desenvolvidos e ricos e novos
espaços, de que são exemplo os países
emergentes, os quais se afirmam
gradualmente como alternativos aos
anteriores.
Portugal, integrado há 25 anos na União
Europeia, tem de prosseguir o seu caminho
no sentido de aproveitar positivamente o
auxílio internacional constante do
Memorando de Entendimento assinado há
algum tempo atrás, reformar processos e
procedimentos ultrapassados, apostar na
transparência e na conduta ética dos
vários actores e organizações e criar um
quadro de iniciativas com vista ao
retomar de um período sustentado de
crescimento económico, baseado no
incremento da produtividade, no
aprofundamento da concorrência
empresarial, no estímulo do
empreendedorismo e na retirada do Estado
de áreas e funções não essenciais,
reservando-se o importante papel de
garante de aspectos tão importantes na
vida de um País como são a defesa, a
segurança ou a justiça, entre outros,
assim como de regulador e supervisor de
actividades vitais para o funcionamento
da sociedade.
Daqui a dez anos, verificaremos se o que
aqui fica exposto, e os trabalhos
subsequentes que se venham a desenvolver,
se concretizaram na realidade. Oxalá que
sim. O País agradecerá.
Rui Leão Martinho
|
 |
|
|
|
|
|