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Edição 82, Jan./Mar. 2008


Sumário
Editorial



Sumário:

7 A boa moda da sustentabilidade
Francisco Murteira Nabo

9 A responsabilidade colectiva
do desenvolvimento sustentável

Mário Ruivo

13 Há um mercado para a virtude
Alberto Castro

18 Utopia ou imperativo?
João Joanaz de Melo

26 Uma sustentabilidade portuguesa
João Confraria

30 Empresas submetidas
a exigências crescentes

Daniel Bessa

34 Regiões são actores fundamentais
António Fonseca Ferreira
Carla Gomes

40 Criatividade
e responsabilidade social

Carlos Zorrinho

45 Uma agenda para a
sustentabilidade em Portugal

Francisco Jaime Quesado

48 As PME e a "Economic Intelligence"
Glória Rebelo

54 Ciência da Terra para
a sociedade

Maria Helena Henriques

58
Energia, ambiente e tecnologias:
que direcção?

José Félix Ribeiro

65 Sustentabilidade no contexto
da gestão aeroportuária

Maria da Luz Campos

72 Um porto de qualidade
internacional

Sandra Ayres

77 Cidadania empresarial
Luísa Pestana

80 Responsabilidade social
corporativa

Pedro Coelho

84 Finanças sustentáveis
Sofia Santos

88 Um desafio maior para
os serviços financeiros

Paulo Padrão

92 Uma questão de bom senso
Joaquim Marques dos Santos

96
Ética empresarial
e envelhecimento

Paula Guimarães

101
Responsabilidade social
das empresas em Espanha
Francisco Carballo-Cruz

105
O meu lixo no meu quintal
Nicolau Santos


Editorial: 

A boa moda da sustentabilidade

O Prof. Mário Ruivo considera, nesta edição, que a abertura do mundo empresarial à ideia de sustentabilidade (inicialmente circunscrita aos círculos académicos e movimentos ecologistas) constitui uma revolução no sector privado.

Uma tese interessante, entendida como a aceitação por parte da gestão das empresas (privadas e públicas) de teorias que, antes, não ultrapassavam os muros das universidades. É a teorização consagrada pela prática empresarial.

E a “revolução” alastrou de tal forma que já se diz, ironicamente, que é moda falar em desenvolvimento sustentável e, também, num outro conceito que lhe está associado – o da responsabilidade social das empresas.

Pois diga-se, agora sem ironia: estamos perante uma boa moda – independentemente da (não) substância de algumas declarações em prol da sustentabilidade. Aproveitemos, então, a vaga para fomentar as transformações de que carecem quer o tecido empresarial, em particular, quer o País, em geral.

É preciso dizer que a “revolução” de que se fala está longe de atingir, ela própria, total sustentabilidade. Isto é: há ainda demasiados gestores que defendem como objectivo o “lucro máximo” – um conceito de empresa que teve o seu tempo, como se sabe.

Mas importa reconhecer que, também em Portugal, é cada vez maior o número de empresas cientes de que se esgotou o modelo de desenvolvimento que ignorava as grandes questões – como as do ambiente, da energia, das novas tecnologias.

De facto, são notórias as mudanças – desde logo na formação-base dos gestores, mas também nos métodos, sobretudo nas mentalidades, enfim nos objectivos.

Os gestores sabem hoje que o seu comportamento é alvo de escrutínio crescente. Eles não ignoram que a sua avaliação passa, também, pela política de responsabilidade social que projectam e concretizam (ou não). Eles sabem que não podem esquecer práticas como a da transparência nos negócios.  Isto apesar de existirem, ainda, empresários que entendem que o “segredo é a alma do negócio”. Hão-de aperceber-se que já não é.><

Francisco Murteira Nabo

             




 

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