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Sumário:
7
A boa
moda da sustentabilidade
Francisco Murteira Nabo
9
A
responsabilidade colectiva
do desenvolvimento sustentável
Mário Ruivo
13
Há um
mercado para a virtude
Alberto Castro
18
Utopia
ou imperativo?
João Joanaz de Melo
26
Uma
sustentabilidade portuguesa
João Confraria
30
Empresas
submetidas
a exigências crescentes
Daniel Bessa
34
Regiões
são actores fundamentais
António Fonseca Ferreira
Carla Gomes
40
Criatividade
e responsabilidade social
Carlos Zorrinho
45
Uma
agenda para a
sustentabilidade em Portugal
Francisco Jaime Quesado
48
As PME
e a "Economic Intelligence"
Glória Rebelo
54
Ciência
da Terra para
a sociedade
Maria Helena Henriques
58
Energia,
ambiente e tecnologias:
que direcção?
José Félix Ribeiro
65
Sustentabilidade
no contexto
da gestão aeroportuária
Maria da Luz Campos
72
Um
porto de qualidade
internacional
Sandra Ayres
77
Cidadania
empresarial
Luísa Pestana
80
Responsabilidade
social
corporativa
Pedro Coelho
84
Finanças
sustentáveis
Sofia Santos
88
Um
desafio maior para
os serviços financeiros
Paulo Padrão
92
Uma
questão de bom senso
Joaquim Marques dos Santos
96
Ética
empresarial
e envelhecimento
Paula Guimarães
101
Responsabilidade
social
das empresas em Espanha
Francisco Carballo-Cruz
105
O
meu lixo no meu quintal
Nicolau Santos
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Editorial:
A boa moda da sustentabilidade
O Prof. Mário Ruivo considera, nesta edição,
que
a abertura do mundo empresarial à ideia de sustentabilidade
(inicialmente circunscrita aos círculos académicos e movimentos
ecologistas) constitui uma revolução no sector privado.
Uma
tese interessante, entendida como a aceitação por parte da gestão das
empresas (privadas e públicas) de teorias que, antes, não ultrapassavam
os muros das universidades. É a teorização consagrada pela prática
empresarial.
E a “revolução” alastrou de tal forma que já se diz, ironicamente, que
é moda
falar em desenvolvimento sustentável e, também, num outro conceito que
lhe está associado – o da responsabilidade social das empresas.
Pois diga-se, agora sem ironia: estamos perante uma boa moda –
independentemente da (não) substância de algumas declarações em prol da
sustentabilidade. Aproveitemos, então, a vaga para fomentar
as transformações de que carecem quer o tecido empresarial, em
particular, quer o País, em geral.
É preciso dizer que a “revolução” de que se fala está longe de atingir,
ela própria, total sustentabilidade.
Isto é: há ainda demasiados gestores que defendem como objectivo o
“lucro máximo” – um conceito de empresa que teve o seu tempo,
como se sabe.
Mas importa reconhecer que, também em Portugal, é
cada vez maior o número de empresas cientes de que se esgotou o modelo
de desenvolvimento que ignorava as grandes questões – como as do
ambiente, da energia, das novas tecnologias.
De facto, são
notórias as mudanças – desde logo na formação-base dos gestores, mas
também nos métodos, sobretudo nas mentalidades, enfim nos objectivos.
Os
gestores sabem hoje que o seu comportamento é alvo de escrutínio
crescente. Eles não ignoram que a sua avaliação passa, também, pela
política de responsabilidade social que projectam e concretizam (ou
não). Eles sabem que não podem esquecer práticas como a da
transparência nos negócios. Isto apesar de existirem, ainda,
empresários que entendem que o “segredo é a alma do negócio”. Hão-de
aperceber-se que já não é.><
Francisco
Murteira Nabo
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