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Edição 101, Out./Dez. 2012


Sumário
Editorial



Sumário:

7 Balanço e perspectivas
Rui Leão Martinho

9 O Estado Português:
Falhas e desafios
João Confraria

12 Alternativas
Luís Cabral

14 Da legalidade à credibilidade
do OE-2013

Adriano Pimpão

18 Que Orçamento do Estado?
José de Almeida Serra

23 OE-2013: Dedutibilidade dos gastos
de financiamento
João Amaral Tomaz

33 A modernização
da administração tributária

Vasco Valdez

37 Economia Social:
Uma porta para a mudança

Manuela Silva

40 A banca portuguesa
desde os anos 80

Rui Bernardes Serra

46 O escondido valor económico
dos seguros

José Figueiredo Almaça

49 Fundos de pensões em Portugal
José António Gonçalves

56 A sustentabilidade
do sector da água em Portugal

Rui Godinho

60 Ambiente:
Uma perspectiva empresarial

Luísa Almeida Serra

68 As alterações climáticas
e o papel das seguradoras

Paulo Bracons

72 Emprego em Portugal
Glória Rebelo

76 A situação do comércio e serviços
João Vieira Lopes

80 25 anos de consolidação do turismo
João Martins Vieira

86 Agricultura: O conhecimento
como factor de progresso

José Castro Coelho
António Cipriano Pinheiro

90 O automóvel e a curva de Laffer
Hélder Pedro

93 Conhecer o conhecimento
Mário Murteira

96 Sistemas de informação:
Por uma reforma do Estado inteligente

Carlos Zorrinho

100 A inteligência de
uma sociedade aberta

Francisco Jaime Quesado

104 Saudades de 2012
Nicolau Santos



Editorial: 

Balanço e perspectivas

Escrever algo no final de um ano costuma ser amiúde tomado como um balanço. Balanço do trabalho feito, do que ficou por fazer e as razões que a tal levaram.

Porém, quase que estando o ano de 2012 no seu final, parece-me ser mais relevante abordar aquilo que 2013 pode ser, quer em termos da missão da Ordem dos Economistas, quer em termos nacionais.

No que respeita à Ordem, este segundo ano de mandato da actual Direcção permitiu, para além das iniciativas e realizações habituais, lançar a Bolsa de Emprego, onde se encontram oportunidades de trabalho e que conta uma média de visitas dos membros de cerca de 500 por mês e o Plano de Pensões para os membros e seus descendentes e cônjuges, duas iniciativas que pensamos de grande utilidade.

2013 anuncia-se como ano de muito trabalho, com ciclos de conferências e debates que abordarão temas tão variados como o estado do Estado Social, o rumo da Europa ou a longevidade. Será ano de Congresso Nacional de Economistas, no qual pretendemos envolver os membros, as várias Universidades e Escolas da área das ciências económicas e especialistas no sentido de garantir não só uma alargada participação, mas sobretudo uma qualidade superior das apresentações e debates. Será, igualmente, ano de revisão dos actuais Estatutos, no seguimento da recente aprovação da nova Lei-Quadro das Organizações Profissionais.

No que se refere ao País, o próximo ano será, em termos europeus, um ano de estagnação económica, com vários países em recessão, o que não ajuda a economia portuguesa. Com um Orçamento do Estado exigente e que pressupõe uma difícil execução, Portugal terá de repensar o Estado e as suas funções, continuar um programa de privatizações  de diversas empresas, ao mesmo tempo que terá de garantir financiamento sustentado à economia, apoiar e fortalecer o sector exportador e aliciar investimento directo externo. São pesadas tarefas a desenvolver num contexto geral desfavorável.

O mundo global em que estamos inseridos é cada vez mais exigente e competitivo, pelo que Portugal não deve perder tempo em reconfigurar a economia preparando-a para o futuro que aí está e onde o risco, a competição e a capitalização são factores determinantes e que devem ser conciliados com as preocupações de inclusão social e promoção da equidade.

Em súmula, são condições base para o crescimento económico continuar a promover o desendividamento, estabilizar o financiamento, melhorar a produtividade e aproveitar as oportunidades de investimento, repensar o Estado e assegurar os equilíbrios intergeracionais.



Rui Leão Martinho

             




 

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