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Edição 100, Jul./Set.
2012
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Sumário
Editorial
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Sumário: 7
Uma
situação preocupante
Rui Leão Martinho
9 Emprego e
TSU Luís
Aguiar-Conraria
Fernando Alexandre
Pedro Barão
João Cerejeira
Miguel Portela
20 A economia política
do desemprego Mário
Caldeira Dias
27 Expansão orçamental
e emprego
Pedro Leão
32 Os desafios à
criação de emprego
Glória Rebelo
37 Políticas activas de
emprego:
desafio permanente
Sílvia Sousa
42 Crescimento,
desemprego e
modelo económico-social
Rui José de Sousa Nunes
45 Desafios e défices
das políticas de emprego
Francisco Madelino
48 Políticas de emprego
para um crescimento
económico equitativo
Pedro da Silva Martins
51 Um sério problema
da
economia portuguesa
António Saraiva
54 Conjuntura
adversa
José Eduardo Carvalho
58 Medidas injustas e
contraproducentes
Paula Bernardo
61 Crescimento do
emprego sem
crescimento económico?
Eugénio Rosa
65 Empreendedores de
"alto rendimento"
Francisco Banha
68 Desemprego jovem
é
o maior
"inimigo-público"
Ivo Costa Santos
74 Reforço da
qualificação dos jovens
Carlos Abrunhosa de Brito
77 Um novo emprego numa
nova economia
Francisco Jaime Quesado
80 Desemprego estável,
emprego instável
Nicolau Santos
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Editorial:
Uma situação
preocupante
Numa fase tão complexa e indefinida
como a que Portugal vive hoje, uma das
mais preocupantes situações é o
desemprego. Como tal, esta edição é-lhe
totalmente dedicada.
É usual afirmar-se que a medida mais
eficaz contra o desemprego é o
crescimento económico do País. Para tal
fim, é urgente e necessário realizar
reforços estruturais que levem à redução
significativa do peso do Estado na
economia e que promovam a competitividade
das empresas.
Esperamos há muito aquelas medidas e mais
ainda agora como complemento à política
de austeridade que vivemos desde
2010.
Claro que mesmo que estas medidas, tal
como se espera, sejam postas em marcha,
os seus efeitos não são imediatos na
criação de emprego e no decréscimo do
número de desempregados.
Assim, torna-se urgente pôr em prática
medidas activas de emprego que respondam
aos problemas mais graves, gerando
efeitos positivos sobre os trabalhadores
e que poderão assentar na qualidade do
factor trabalho, via formação ou
experiência profissional e que
proporcionarão, decerto, situações mais
favoráveis a quem trabalha.
Pela importância que o emprego tem na
vida de cada indivíduo, na família, na
sociedade é fundamental que as políticas
nacionais e europeias combatam
eficazmente o desemprego.
Vários especialistas desta área
apresentam as suas leituras deste
problema. Igualmente, quatro professores
da Universidade do Minho e um professor
da Universidade de Coimbra apresentaram o
seu trabalho conjunto sobre a TSU (Taxa
Social Única) que, nos últimos tempos,
tem sido motivo de discórdia e princípio
de rompimento da coesão social em
Portugal.
Boa leitura e um anúncio: os Cadernos de
Economia vão ficar on-line, para os
membros da Ordem dos Economistas,
mediante um pagamento
modesto/simbólico.
As vias para o desendividamento do País,
bem como para o assegurar do
financiamento interno e externo à
economia e a inserção das nossas empresas
em redes e estabelecendo conectividades
com outras empresas, são igualmente
pontos a considerar e que já foram
abordados noutra iniciativa da Ordem dos
Economistas, a "Missão Crescimento", que
pode ser consultada no nosso portal.
A relação Universidade-Empresas
continuará a ter um papel relevante; mas
de todos os factores atrás referenciados
o mais importante é a capacidade de
acreditar, de realizar, de fomentar o
dinamismo empresarial e de ter orgulho
nas iniciativas que se vão concretizando
e que muito podem contribuir para a
valorização de Portugal.
Rui Leão Martinho
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