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dos 25 anos, Out. 2012
 
Edição 110 - Desenvolvimento e cooperação



O Ano Europeu para o Desenvolvimento, proclamado, com muita oportunidade, pelo Parlamento e pelo Conselho europeus, constitui o pretexto para esta edição dos Cadernos de Economia. Aqui analisamos o tema "desenvolvimento e cooperação" - que também pode ser "o desenvolvimento é cooperação".

Não raro confundido com mero crescimento, o desenvolvimento corresponde, como se sabe, ao combate contra a instabilidade criada por repartições desequilibradas e injustas da riqueza. Por isso, é particularmente feliz o lema do Ano Europeu para o Desenvolvimento: "o nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro".

O presente número dos Cadernos analisa o tema nas vertentes "teórica" e "prática". Académicos de prestigiadas universidades - portuguesas e estrangeiras -, gestores e um membro do Executivo fornecem importantes contributos visando incentivar a luta em prol de uma sociedade que tenha em conta o referido lema "o nosso mundo, a nossa dignidade, o nosso futuro".


Edição 109 - O tempo da justiça



A justiça, no sentido literal, vive momentos de exaltação/exposição.

Compreende-se que a mediatização do poder judicial ofusque, temporariamente, outros problemas cruciais que afectam a sociedade portuguesa – no domínio da economia, do desenvolvimento e dos assuntos sociais.

Questão candente, dela nos ocupamos nesta edição: João Amaral Tomaz, Administrador do Banco de Portugal e membro do Conselho de Prevenção da Corrupção, escreve um artigo sobre a relação entre a corrupção, a fraude fiscal e o branqueamento de capitais. Trata-se de um trabalho pedagógico, bem oportuno nestes dias.

Mas, para além da justiça no estrito sentido do Direito, aquela que aplica as leis, há, sabe-se, a "justiça social". É um assunto ao qual, ao longo dos nossos 27 anos de existência, temos dedicado a maior atenção, inclusive através de edições integrais. Glória Rebelo escreve sobre o tema.

Enfim, a economia e a justiça numa cumplicidade que aqui se alimenta.


O Economista-Anuário da Economia Portuguesa 2014



O equilíbrio que a sociedade portuguesa vem perseguindo está em risco neste final de 2014. E o ano nem correu mal até ao mês de Julho. Com efeito, o primeiro semestre de 2014 foi tranquilo, marcado pelo fim do "Programa de Ajustamento", com a partida, em Maio, dos representantes dos credores – embora o regresso da troika em Outubro (na altura da apresentação do OE-2015...), para a "monitorização pós-programa", tenha refreado a euforia de desatentos analistas.

De qualquer modo, algumas variáveis macroeconómicas evidenciavam um desempenho encorajador, a taxa de desemprego descia significativamente, as exportações aguentavam-se apesar de tudo.

Mas eis que, no início do segundo trimestre, a implosão do segundo maior banco privado nacional transformou o mar chão num enorme tsunami, arrastando consigo muitas empresas, incluindo essa pérola que era a PT. De seguida, a desconfiança dos organismos internacionais e, também, do nacional Conselho das Finanças Públicas, em relação às metas consagradas no OE-2015, veio descredibilizar as instituições e os protagonistas em quem devíamos acreditar. Está criado o tal "equilíbrio instável".


Edição 108 - A (in)sustentabilidade da segurança social



A sobrevivência do Estado Social – cuja importância no actual contexto de crise ocioso se torna realçar – constitui a grande questão nacional.

Não custa prever os efeitos explosivos de uma ruptura da segurança social pública – a nível das pensões, do subsídio de desemprego e de outras prestações.

É consensual que se não surgirem medidas corajosas – centradas nas políticas fiscal e de emprego – conducentes a um crescimento consistente, a situação da segurança social pública torna-se insustentável a curto prazo – acreditem ou não aqueles que pensam que as transferências do Orçamento do Estado não têm limites...

A realidade é de facto inquietante – sobretudo por causa do desequilíbrio demográfico e dos níveis de desemprego. E, também, devido à (in)acção dos dirigentes políticos. Não obstante, há soluções, conforme se explica, fundamentadamente, ao longo desta edição.

Enfim, neste número dos Cadernos de Economia, integralmente dedicado ao tema, alguns dos maiores especialistas analisam a insustentável situação da segurança social pública, realmente um assunto crucial para a sociedade portuguesa.


Edição 107 - Palavras gastas



Segundo um estudo referido nesta edição pelo investigador Carlos Jalali, os índices de satisfação dos portugueses com a democracia no nosso país são "os mais baixos desde que há registo em dados do Eurobarómetro". Não admira que, no contexto da UE28, "Portugal surja agora como o terceiro país onde menos se confia no Governo".

Eis a raiz de grandes problemas destes dias: a desconfiança. Sobretudo desconfiança relativamente às palavras dos decisores – públicos, mas não apenas... De facto, o valor das palavras atingiu entre nós a "cotação mínima". O governante anuncia o aumento do IDE, quem ouve sorri; o político, da maioria ou da oposição, faz uma promessa, o contribuinte fica indiferente; o gestor garante a saúde do seu grupo empresarial, o cidadão desconfia.

Enfim, as palavras perderam o seu valor, estão desacreditadas.

Provavelmente, só uma outra geração de políticos e gestores recuperará o valor das palavras. Até lá, olhemos os factos.



 

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