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Edição 87 - Enfrentar a crise através da inovação
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número 87 dos Cadernos de Economia, cuja distribuição nacional será
iniciada na semana de 29 de Junho, pretende, para além do mais,
demonstrar que um certo pessimismo/fatalismo que anda por aí pode ser
superado. Para muitos empresários e gestores, a crise global que atinge o nosso
país com violência, é susceptível de gerar oportunidades até aqui
escondidas.
Mas é pacífico que só através de um modelo de desenvolvimento assente
na inovação é possível vencer, de forma consistente, a fase de algum
desânimo que se observa em vastas áreas da economia nacional.
Importa reconhecer que no domínio da inovação/investigação muito tem
sido feito nos últimos anos - quer por parte do Estado quer por parte
das empresas. Há bastantes casos conhecidos, alguns tratados na
presente edição.
Contudo, há muito a realizar, particularmente no que concerne à reconversão de grande parte das unidades empresariais do País.
Neste número, as questões relacionadas com as transformações que urge
concretizar são analisadas por especialistas de diferentes quadrantes,
nomeadamente académicos e gestores.><
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O Economista-Anuário
da Economia Portuguesa 2008
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Um estudo exaustivo sobre a crise
financeira de
2007/2008, elaborado por Abel Mateus, abre a edição deste ano de O
Economista-Anuário da Economia Portuguesa. Trata-se do primeiro
trabalho de fundo, publicado em Portugal, acerca da "turbulência" em
curso, assinado por uma autoridade na matéria - ele foi, para além do
mais, primeiro presidente da Autoridade da Concorrência (2003-2008) e
administrador do Banco de Portugal.
A "regulação" - essa questão particularmente em foco nestes dias - é
também analisada por Carlos Tavares (presidente da CMVM) e por João
Confraria, da Universidade Católica Portuguesa.
A educação é tratada por António Barreto, Maria de Lurdes Rodrigues e
Maria Emília Brederode Santos, cabendo a Rui Fiolhais e a Mário
Caldeira Dias a qualificação/formação.
Por sua vez, Manuela Arcanjo, António Correia de Campos e João Semedo
apresentam as suas diferentes visões sobre as políticas de saúde, o
papel do Estado e a combinação público/privado.
Igualmente diferentes são as posições de cinco analistas acerca da
revisão do Código do Trabalho: Glória Rebelo, José Vieira da Silva,
Manuel Carvalho da Silva, João Proença e Francisco van Zeller.
Mais consensuais são as opiniões de Francisco Avillez e de Isabel Jonet
relativamente à crise alimentar.
As questões da globalização são particularmente dissecadas por José
Félix Ribeiro, Fernanda Ilhéu e Adelino Torres, enquanto que aspectos
mais ligados à economia portuguesa em geral são analisados por
Francisco Melro, João César das Neves e Emanuel Augusto dos Santos.
Interessantes os textos de Guilherme d'Oliveira Martins, sobre o papel
do Tribunal de Contas, e de José Miguel Júdice, que propõe a criação de
um sistema de justiça empresarial.
O sistema financeiro é tratado por Carlos Santos Ferreira (Banca) e
Miguel Guimarães (Seguros), a questão energética por Nuno Ribeiro da
Silva, e o sector automóvel por Carlos Coutinho e Miguel Carvalho e
Branco, ficando as telecomunicações a cargo de Zeinal Bava, o turismo
entregue a Licínio Cunha, os Correios a Estanislau Costa e a reforma da
administração pública a Maria Manuel Leitão Marques e João F. Proença.
Registo ainda para os artigos de Teodora Cardoso, Luís Filipe Costa,
Nelson de Souza, Jorge Rocha de Matos, Belmiro de Azevedo, Carlos
Pereira da Silva, Carlos Zorrinho, Nuno Duarte e Vasco
Eiriz.><
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