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Edição 102 - Lugar à
ética
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A
ética nos negócios e a responsabilidade
social das empresas – uma "interligação"
nem sempre harmónica/pacífica... –
constituem, nestes dias, um tema
decisivo.
Nesta edição, autores de diferentes
"escolas" analisam, em perspectivas
teórica e prática: o papel da ética e a
sua relação com a economia; a
responsabilidade das empresas e a
cidadania empresarial; a coerência e a
economia do bem comum; o altruísmo e o
dever.
Académicos, dirigentes associativos,
gestores e outros especialistas reflectem
sobre um assunto crucial, explicam a
evolução de conceitos, põem em causa
sistemas até há pouco intocáveis.
Como adiante escreve uma autora, poderá
estar prestes a acabar a era do
capitalismo e novos modelos poderão
surgir, "devido a evidentes pressões
sociais, culturais, económicas e
ambientais, que exigem, dia após dia, um
mundo mais sustentável". E interroga:
"Será o recente mediatismo em volta da
responsabilidade social das empresas um
prenúncio dessa mudança?".
Aí ficam, ao longo de 64 páginas,
análises iconoclastas, interrogações
pertinentes, reflexões sustentadas. São
contributos para um debate que importa
continuar.
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Edição 101 - 25 anos |
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Há
25 anos, quando germinavam os Cadernos de
Economia, assistia-se a uma alucinação
bolsista (a Bolsa de Lisboa subiu 280%
entre Janeiro e Outubro de 1987) que
culminou no "crash" de 20 de Outubro. A
euforia do mercado de capitais espelhava
a embriaguez que se vivia e que atingia
zonas impensáveis...
Trazemos aqui a memória daquele tempo
porque ela ajuda a compreender algumas
das causas da situação penosa em que o
País se encontra.
Nessa época, em vez de aproveitar os
fundos de Bruxelas para realizar as
decantadas "reformas estruturais" (e
como, nessa altura, já se falava das
"reformas estruturais"!), Portugal optou
por um polémico modelo de desenvolvimento
a que não foi alheia uma excessiva
"política do betão", ao mesmo tempo que
cedia educadamente às imposições de
Bruxelas visando ajustar/destruir
sectores produtivos (agricultura,
pecuária, pescas...). Os financiamentos
do fundo Social Europeu permitiam
investimentos bizarros, conheciam-se
"cursos de formação" desfasados das
necessidades do tecido empresarial
português. Projectam-se obras
megalómanas, os "jeeps" da moda invadem
campos e cidades. Incentiva-se o consumo,
muitos temem que os dinheiros do FSE
tenham o efeito das especiarias da Índia.
Surgem os alertas, aqui mesmo nos
Cadernos de Economia, mas era difícil
contrariar o deslumbramento...
As décadas seguintes não apenas não
solucionaram os problemas estruturais do
País, como acrescentaram outros - quer
pelo prosseguimento de algumas "grandes
obras" (quem não se lembra dos sumptuosos
estádios de futebol), quer através do
descontrolo orçamental/endividamento.
A crise internacional, nascida nos EUA em
2007, apressou o "desmoronamento", forçou
o resgate, criou a desolação. Portugal
diverge, cada vez mais, da União
Europeia. O empobrecimento acentua-se, o
desalento sente-se por todo o lado,
muitos desistem.
Ao longo dos seus 25 anos de existência,
que ora se completam, os Cadernos de
Economia analisaram as grandes questões
nacionais e internacionais,
particularmente as do domínio económico,
social e do desenvolvimento. Qualificados
autores, de diferentes quadrantes,
debruçaram-se sobre o aprofundamento da
integração europeia, explicaram a
introdução da moeda única, trataram os
efeitos da queda do Muro de Berlim,
interpretaram a crise de 1993, enfim,
analisaram e prospectivaram os principais
acontecimentos ocorridos no último quarto
de século.
O número que agora publicamos, surge,
assim, na esteira das edições que
editámos nos últimos 25 anos.
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O Economista-Anuário da
Economia Portuguesa 2012 |
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Antes que
caia
Quando, em Fevereiro de 2007, foi
revelada ao mundo a crise norte-americana
do "subprime", o mundo estava longe de
imaginar que a turbulência financeira
nascente iria transformar-se, de forma
galopante, numa grave crise económica e
social, abrangendo a generalidade dos
países do globo.
A rapidez do contágio logo destapou o
manto que cobria um edifício que há muito
ameaçava ruir - por força da
insustentável "dívida soberana" de vários
países europeus.
Cinco anos depois, a crise (financeira,
económica e social), com epicentro na
Europa, aí está - e para durar.
Não há consenso para a sua ultrapassagem.
Mas numa coisa os especialistas mundiais
estão de acordo: não há estratégias
isoladas que consigam superar os
problemas de um país - seja de um país da
"periferia", como Portugal, com as suas
dificuldades acrescidas, seja da Europa,
que só unida conseguirá recuperar algum
do seu antigo poderio e enfrentar os
blocos americano e, sobretudo, asiático.
É que há uma nova ordem global a
despontar, como é lembrado neste
número...
Como se explica nesta edição, só
harmonizando planos, reposicionando
projectos, avançando por caminhos até há
pouco esconjurados em certas
chancelarias, será possível à Europa
enfrentar eficazmente a turbulência e
evitar a queda.
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25 anos dos Cadernos de
Economia |
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No dia 18 de Outubro, o salão nobre da
sede da Ordem dos Economistas encheu-se
para celebrar o 25.º aniversário dos
Cadernos de Economia.
A primeira parte da sessão foi preenchida
com intervenções do ministro da Economia
e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, do
Bastonário, Rui Leão Martinho, do
Coordenador-Geral dos Cadernos de
Economia, António Ramos Gomes, e do
primeiro Director da publicação, José
Almeida Serra.
Na segunda parte realizou-se um debate
sobre Emprego e Crescimento, em que
participaram José Silva Peneda,
Presidente do Conselho Económico e
Social, João Vieira Lopes, Presidente da
Confederação do Comércio e Serviços de
Portugal, Manuel Carvalho da Silva,
Investigador, e João Machado, Presidente
da Confederação dos Agricultores de
Portugal.
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Edição 100 - Um drama
social |
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Quando mais de um quinto da
população activa do País está
desempregada, metade da qual sem acesso
ao respectivo subsídio (e a metade que o
recebe poderá vir a enfrentar cortes
elevados), nada mais é preciso dizer para
se ter a noção do flagelo social em que
Portugal está mergulhado. E nem é
necessário referir os 40% de jovens até
aos 25 anos que não encontram um posto de
trabalho.
Centrados, pois, na situação social do
País, olhemos o "poder" da economia, da
"economia que existe para as pessoas".
Assim, mais do que nunca faz sentido
analisar as "políticas de emprego", faz
sentido considerar a equação "emprego
(sem) crescimento".
Enfim, é pacífico que a ciência económica
(a par da acção dos políticos) poderá
(terá de) dar respostas ao drama social
que o desemprego constitui.
Nesta perspectiva, convidámos várias
personalidades/especialistas,
particularmente académicos e dirigentes
associativos, a analisarem a situação do
desemprego em Portugal. São contributos
importantes ao longo das páginas da
edição número 100 dos Cadernos de
Economia.
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Edição 99 - Espaço para
algum optimismo |
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Estes dias de "desesperança",
potenciadores de um generalizado
desalento, fazem esquecer os aspectos
positivos da economia portuguesa.
Sem pretender minimizar os graves
problemas económicos, financeiros e
sociais que o País enfrenta, entendemos
dedicar a edição n.º 99 dos Cadernos de
Economia a casos de sucesso – enquadrados
por análises gerais de alguns
académicos.
Assim, reputados especialistas analisam
sectores da actividade que continuam a
crescer saudavelmente neste tempo de
crise, ao mesmo tempo que se explicam
projectos empresariais bem sucedidos.
A par das preocupações com o futuro de
Portugal, da Europa, do mundo,
demonstra-se que há, também, espaço para
abordar casos positivos da nossa economia
– enfim, que há espaço para um certo
optimismo.
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Edição 98 - Envelhecimento
Activo |
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Nos nossos dias, é inaceitável a
ideia de um "envelhecimento para as
estatísticas". Em sua substituição,
desenvolve-se o princípio de um
"envelhecimento activo", que inclui a
possibilidade de laboração para além da
idade convencional - mas, sempre, com boa
qualidade de vida.
Todavia, esta mudança de filosofia causa
novos e complexos problemas.
A solução/minimização de tais problemas
convoca, desde logo, as empresas para a
assunção de uma maior responsabilidade
social. Mas toda a sociedade tem de ser
envolvida, nomeadamente através da
chamada "solidariedade entre gerações".
E, claro, o Estado, obrigado a enveredar
por novas políticas públicas para
responder à transformação demográfica que
se acentua.
Neste "Ano Europeu do Envelhecimento
Activo e da Solidariedade entre
Gerações", que ora se inicia, os Cadernos
de Economia dedicam a edição de Março ao
assunto.
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